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CPI dos Bingos
Relatório parcial preserva ministro Palocci
O relatório parcial da CPI dos Bingos sober a renovação do contrato da Gtech com a Caixa Econômica Federal, do senador Garbaldi Alves Filho (PMDB-RN), foi aprovado em votação simbólica nesta terça-feira. No documento, está pedido o indiciamento de 34 pessoas e três empresas, entre elas o presidente da Caixa, Jorge Mattoso, o chefe-de-gabinete do ministro Antonio Palocci), Ademirson Ariovaldo da Silva, e o ex-assessor do Ministério da Casa Civil Waldomiro Diniz. Foram apresentadas 12 emendas pelos parlamentares, as quais serão analisadas posteriormente, e assim nomes do relatório podem ser retirados ou acrescentados, ou ainda as acusações contra envolvidos nas negociações entre a empresa Gtech e a Caixa Econômica Federal podem ser ampliadas.
Tanto a base governista quanto da oposição há pressões para sejam retirados alguns nomes e incluídos outros. Os que apoiam o governo pedem a retirada do nome do presidente da Caixa, Jorge Matoso, e de outros diretores. Alguns tucanos sugerem mais acusações contra Matoso e ainda pedem a inclusão do ministro Palocci entre os indiciados. A CPI dos Bingos tem até 25 de abril para encerrar os trabalhos e aprovar o relatório conclusivo.
O senador Garibaldi Alves é contra a emenda que pede o indiciamento de Palocci "Não vejo como propor essa medida no caso Gtech." Ele também não concorda com os pedidos de retirada dos nomes de Mattoso e dos dois últimos presidentes da CEF, Sergio Cutolo e Emílio Carazzai - acusados de crimes contra o procedimento licitatório, de prevaricação e de improbidade administrativa. "Até porque como retirar os nomes que estão em cima e deixar os debaixo, é uma incoerência", disse Garibaldi.
Os líderes do PSDB, Arthur Virgílio (AM), e do PFL, José Agripino (RN), disseram que rejeitarão as emendas, mesmo as indicadas por seus partidários. Assim, a sugestão de inclusão de Palocci no relatório parcial deve ser rejeitada.
Com 166 páginas, o relatório também requer o indiciamento do ex-assessor da Casa Civil Waldomiro Diniz da Silva (crime contra o procedimento licitatório, corrupção passiva e improbidade administrativa); do assessor de Palocci, Adermison Ariovaldo da Silva (formação de quadrilha, corrupção passiva, crime contra o procedimento licitatório e improbidade administrativa); do ex-assessor de Palocci durante sua gestão na prefeitura de Ribeirão Preto (SP) Rogério Buratti (formação de quadrilha, tráfico de influência, lavagem de dinheiro, improbidade administrativa e crimes contra o procedimento licitatório e a ordem tributária); e do empresário do ramo de jogos Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira (tráfico de influência, crime contra o procedimento licitatório e improbidade administrativa), entre outros.


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