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CPI dos Correios
Relatório paralelo abriu outra briga petista
A divulgação do relatório final da CPI dos Correios, na quarta-feira, deu início a mais uma briga interna no PT e na base de sustentação ao governo Lula no Congresso. Integrantes moderados da bancada governista tentam convencer parlamentares petistas a não apresentar um relatório paralelo, que rebaterá conclusões do texto apresentado pelo deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR).
O presidente da CPI, senador Delcídio Amaral (PT-MS), dizia na quarta-feira não acreditar na possibilidade de elaboração de um relatório paralelo, mas foi surpreendido pelo anúncio, na manhã de quinta, de que seu partido lançará o documento. O líder do PT, deputado Henrique Fontana (RS), comunicou a decisão, recebendo apoio de parte dos integrantes da base aliada da Lula.
A notícia, porém, preocupou tanto a oposição como os governistas moderados, que temem que a CPI não tenha conclusão caso haja radicalização em torno do texto. A pior hipótese na avaliação desses grupos seria a divulgação de dois relatórios paralelos - um governista, um oposicionista - contra o texto oficial, que, assim, não seria aprovado na votação, na próxima terça-feira.
Diálogo - Os defensores da aprovação do relatório de Serraglio trabalham para que ambos os lados negociem mudanças pontuais no texto para viabilizar sua aprovação. De acordo com reportagem publicada nesta sexta-feira pelo jornal Folha de S. Paulo, o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva receberá pedidos para convencer o seu partido a abrir mão do relatório paralelo.


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