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CPI dos Correios
Relatório abre 'guerra' entre Delcídio e PT
A aprovação do relatório da CPI dos Correios, na quarta-feira, abriu uma guerra entre o PT e um dos poucos petistas que estão com a popularidade em alta no país todo. Apesar de receber muitos elogios pela condução dos trabalhos da comissão, o senador Delcídio Amaral (PT-MS) recebeu tratamento de inimigo do partido em função da condução dos trabalhos na sessão final da CPI.
Na quarta, o clima já era péssimo entre os dois lados, com xingamentos e acusações. E, na quinta, a guerra entre o presidente da comissão e seu partido foi oficializada: Delcídio protocolou representações contra um colega de legenda e o PT encaminhou documento contestando o trabalho do senador na sessão. O partido busca anular a votação para tentar mudar o relatório da CPI.
A ação entregue por Delcídio à Mesa da Câmara é contra o deputado Jorge Bittar (PT-RJ), por quebra de decoro - o companheiro de partido o chamou de "Judas" e "filho da p..." durante a sessão. Além disso, foi ao Ministério Público para contestar seus colegas petistas - que entregaram à Mesa do Senado representação questionando Delcídio e seu papel na conclusão da comissão.
Elogios - No mesmo dia em que entregou as representações, Delcídio criticou abertamente o partido, mas disse que não sairá da legenda. "Não fui eleito presidente da CPI para defender o PT. Entre ter a postura partidária e de presidente da CPI, prefiro ficar com o trabalho isento na CPI", disse. "O Brasil inteiro viu os elogios que recebi. A CPI trouxe um sopro de esperança."


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