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Mensalão
Relator pede cassação de deputado do PL
O relator do processo de cassação do deputado Wanderval Santos (PL-SP), Chico Alencar (Psol-RJ), recomendou nesta terça-feira, em reunião do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, a cassação do parlamentar, acusado de receber o mensalão. Os integrantes do conselho votariam o parecer do relator ainda nesta terça, mas o deputado José Carlos Araújo (PL-BA) pediu vistas do processo por duas sessões plenárias. Assim, a votação só deve ocorrer na manhã de sexta-feira.
De acordo com apuração da CPI dos Correios, o motorista do parlamentar acusado, Célio Marcos Siqueira, sacou 150.000 reais de contas do empresário Marcos Valério de Souza na agência do Banco Rural em Brasília. Wanderval se justificou dizendo que o saque foi feito sem o seu conhecimento, a mando do ex-deputado Carlos Rodrigues, que renunciou ao mandato.
A explicação não convenceu o relator. "Wanderval Santos forjou para si uma espécie de mandato secundário. Ele assumiu os riscos pelos resultados", disse Chico Alencar.
O relator criticou o fato de o deputado processado autorizar seus funcionários a atenderem os pedidos de outros parlamentares. Alencar declarou que o mandato parlamentar tem princípios comuns aos da administração pública e que regras de outras instituições não devem ser levadas em conta - Wanderval Santos e Carlos Rodrigues pertenciam à mesma igreja evangélica.
Wanderval é o primeiro deputado da fila de 11 que enfrentarão o plenário nos próximos meses. Todos são acusados de receber o mensalão, por meio do valerioduto. Antes dele, o conselho julgou outros quatro processos referentes ao mensalão - pediu a cassação de Roberto Jefferson (PTB-RJ), José Dirceu (PT-SP) e Romeu Queiroz (PTB-MG), e a absolvição do líder do PL, Sandro Mabel (GO). Dos quatro, apenas Queiroz conseguiu alterar a decisão no plenário posteriormente.


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