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Relator da CPI vai aos EUA para investigar Duda. E partidos negociam o relatório final
O relator da CPI dos Correios, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), viajaria neste domingo rumo aos Estados Unidos para buscar mais informações sobre os crimes de que o publicitário Duda Mendonça é acusado. Serraglio confirmou a data do embarque em uma entrevista concedida no sábado, no Rio Grande do Sul, onde o responsável pelo relatório da CPI participava de evento do PMDB.
Durante a viagem aos EUA, Serraglio investigará as contas do ex-marqueteiro do PT e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva - a comissão tenta descobrir a origem de 69 milhões de reais que Duda Mendonça teria em duas contas nos EUA. O publicitário, de acordo com a CPI, depositou 703 milhões de reais nas contas que mantém em bancos americanos, mas declarou apenas 634 milhões.
Ainda no sábado, Serraglio repetiu que citaria o presidente Lula no relatório final da CPI, por ter conhecimento dos esquemas ilegais envolvendo o partido e políticos da base aliada. O relator disse ter respeito por Lula "enquanto autoridade", mas que "a República está acima de tudo". "O verdadeiro julgamento do presidente virá pelas urnas, nas eleições", afirmou o deputado.
Acordo - O anúncio da disposição de Serraglio de citar Lula no relatório movimenta os bastidores da CPI. Depois que ele disse que o presidente apareceria no documento, na semana passada, Lula chamou o presidente da comissão, o senador Delcídio Amaral (PT-MS), para cobrá-lo a respeito do tema. Desde então, Delcídio vem se dedicando a negociar com vários líderes partidários.
O objetivo do petista é articular uma forma de aprovar um texto final da CPI, evitando que governo ou oposição bloqueiem esse documento caso não tenham seus interesses atendidos. De acordo com reportagem publicada neste domingo pelo jornal Folha de S. Paulo, Delcídio já se reuniu e discutiu o tema com os presidentes do PSDB e do PFL, além de líderes do PT no Senado e Câmara.


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