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Eleições 2006
PT quer definir sua candidatura mais cedo
Líderes do PT reagiram com cobranças à afirmação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que sua candidatura à reeleição só será decidida "no meio do ano". De acordo com reportagem do jornal Folha de S. Paulo, a expectativa no partido é de que o presidente se decida antes, já que, até agora, não há qualquer alternativa prevista em caso de possível desistência de Lula.
"O PT não tem alternativa a não ser defender que ele seja candidato à reeleição", diz o líder do governo na Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (SP). "O partido tem que trabalhar para que ele seja o candidato." Conforme ele, a posição do presidente na entrevista exibida no domingo pela TV Globo é uma "opção estratégica" de Lula, que pretende não assumir que será o candidato.
Na entrevista, Lula disse que "não tem pressa" para decidir e adiou por alguns meses sua resposta. O secretário-geral do PT, Raul Pont, reclamou da posição do presidente na segunda-feira. "No PT não há dúvida de que ele é o candidato natural. Mas ele não pode levar o partido a uma situação de espera até maio ou junho. Caso desista, irá inviabilizar outra candidatura nossa."
Desastre - Pont foi além, dizendo que Lula "não pode e não tem direito" de se decidir apenas em junho. Ele cobra uma decisão até março, já que os encontros regionais do PT para definir suas chapas começam em abril. Um político ainda mais próximo do presidente, seu ministro de Relações Institucionais, Jaques Wagner, espera que a decisão venha antes, até o fim de fevereiro.
Falando também nesta segunda, Wagner disse que uma possível desistência de Lula "não seria um desastre", mas reconheceu que o presidente é "o único candidato que o partido tem". Sobre a resistência de Lula em dar uma resposta agora sobre a candidatura a um novo mandato, o ministro afirmou: "Eu acho que é uma reflexão sincera dele. Ele jamais foi adepto da reeleição no país."


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