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Mensalão
Procurador-geral excluiu Lula do inquérito
O procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, disse na segunda-feira que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não será citado no inquérito sobre o mensalão. Conforme Souza, não há indícios consistentes contra o presidente. Além disso, o procurador-geral afirmou que pretende evitar que o documento de sua autoria sirva aos "interesses partidários e políticos".
"Quem investiga tem de ter pelo menos uma referência. Você não pode inventar. Tenho de ter muito cuidado porque o Ministério Público não tem interesse partidário nem político", explicou Souza. "São quilos de documentos e montanhas de depoimentos, mas não há nenhuma referência a ele", completou, ao falar sobre Lula. Antes, acreditava-se que o presidente seria citado por ele.
Conforme o procurador-geral, o recado já foi dado aos parlamentares que tentam pressionar pela inclusão de Lula no inquérito. "Quando os parlamentares vão à sede da Procuradoria Geral, eu digo que não vão ter uma solução política dentro do Ministério Publico. Também não se pode resolver a questão política no STF. Solução política é no Congresso ou então na urna", defendeu.
No STF - Souza também rebateu um pedido da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para o aprofundamento das investigações sobre Lula. "Eles teriam de me trazer fatos novos", disse, rejeitando a solicitação da entidade. Por causa do foro privilegiado, as investigações de parlamentares, ministros e o presidente dependem do procurador-geral e tramitam no Supremo Tribunal Federal.


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