17/01/2006 - 06:57
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Câmara

Pressionada, Casa retoma atividades

Giancarlo Lepiani

A pressão popular e a ameaça de corte nos rendimentos funcionaram - no fim da tarde de segunda-feira, a Câmara dos Deputados voltou a funcionar sob o regime de convocação extraordinária. O anúncio da decisão judicial que impediria o pagamento de quem não comparecesse às sessões, pela manhã, levou à Casa um quórum suficiente até mesmo para a votação das medidas provisórias.

Por volta das 21 horas, 434 dos 513 deputados estavam no plenário - nas semanas anteriores, a Casa costumava estar vazia. No Senado, não houve votação - apenas debates envolvendo 21 dos 81 senadores. Caso não justifiquem sua ausência, os 81 deputados que não foram à sessão de segunda-feira terão corte nos vencimentos, segundo reportagem desta terça-feira do jornal O Globo.

"Os deputados foram alertados de forma reiterada que vamos aplicar o regimento no corte da remuneração", avisou o presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), insatisfeito com o enorme desgaste da Casa entre a população por causa da convocação sem a presença significativa de parlamentares. Para melhorar a imagem, Aldo e os líderes tentarão votar o fim da convocação extra.

Ação popular - A decisão judicial que ameaça cortar o pagamento dos parlamentares é de autoria do juiz federal da 20ª Vara do Distrito Federal, Márcio José de Aguiar Barbosa, que intimou na segunda-feira os presidentes da Câmara e do Senado a cortar o salário de quem não comparecer às sessões. A decisão foi fruto de uma ação popular impetrada pelo advogado Pedro Elói Soares.

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