10/04/2006 - 19:28
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Brasil

Presidente do Senado marca para semana que vem o depoimento de Thomaz Bastos

Silvio Nascimento

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), anunciou nesta segunda-feira que, por falta de consenso entre governo e oposição em relação à data, ficou para a semana que vem o depoimento do ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, quando dará explicações sobre a sua suposta participação na articulação comandada pelo ex-ministro da Fazenda, Antonio Palocci, para acobertar responsabilidades na quebra ilegal do sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa.

Segundo a Agência Senado, Calheiros (PMDB-AL) disse que os líderes alegam que outras pessoas precisam ser ouvidas antes do ministro. O líder do PFL, senador José Agripino (RN), defende o comparecimento, antes de Bastos, do ex-presidente da Caixa Econômica Federal Jorge Mattoso à CPI dos Bingos.

A votação do requerimento de convocação de Mattoso será votado terça-feira que vem, dia 18. O presidente Senado também informou que, além de mandar ofício em que se dispõe a comparecer ao Senado, Bastos lhe telefonou insistindo para vir nesta semana. Antes de comparecer ao Senado, o ministro da Justiça deverá dar entrevista sobre o episódio do caseiro, como ele mesmo garantiu nesta segunda-feira.

Pela manhã, Bastos enviou um ofício para Renan pedindo para falar no Congresso nesta semana. Inicialmente, cogitava-se marcar a ida de Bastos ao Congresso para depois da Páscoa.

A divulgação de novas informações sobre a atuação de Thomaz Bastos no caso da quebra de sigilo, na edição desta semana de VEJA, levou o ministro da Justiça a pedir a antecipação do depoimento.

"Quando marcarem, eu vou. Mas quero apressar para esta semana", disse ele no domingo. "Se não marcarem minha ida ao Congresso darei uma entrevista coletiva." Apesar da promessa de esclarecer o episódio, ele não quis dar mais explicações ao encontrar a imprensa. "Já falei sobre isso na nota", disse ele, em referência ao texto em que comenta as informações publicadas por VEJA.

A nota de Bastos afirma que sua presença na casa do ex-ministro Antonio Palocci foi para discutir alguns "aspectos genéricos" da quebra de sigilo do caseiro Francenildo Costa. Ele não diz, porém, quais são esses aspectos. "Vou falar isso no Congresso ou em uma coletiva", prometeu.

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