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Brasil
Presidente Lula sai em defesa da política econômica e não poupa elogios a Palocci
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta segunda-feira, a Medida Provisória 255, a chamada "MP do Bem", que cria mecanismos de desoneração tributária e incentivos ao setor produtivo. Em seu discurso, Lula aproveitou para defender o ministro da Fazenda, Antonio Palocci. Lula afirmou que não irá realizar mudanças na política econômica por questões eleitorais. "Meu compromisso é com o Brasil", afirmou.
A "MP do Bem" estabelece benefícios fiscais para empresas exportadoras, para produtores de software para exportação, compradores de imóveis e de computadores domésticos, entre outros benefícios. "Esta lei que sanciono hoje vai dar um impulso maior no desenvolvimento do País", disse o presidente.
O presidente afirmou que Palocci foi o principal articulador da MP do Bem, elogiou o ministro e sua equipe, e voltou a afirmar que as disputas internas no seu governo fazem parte do processo democrático. Lula disse que em todos os governos há disputas entre os que defendem uma postura desenvolvimentista e os chamados monetaristas, e afirmou que esses debates são saudáveis. "No meu governo, há espaço, como nunca houve na república brasileira, para que ministros possam exercitar o debate. Quando isso é transformado em política pública de governo, acaba o debate", disse o presidente.
O predidente disse ainda que "neste governo não tem política econômica do Palocci. Tem política econômica do governo. Se ela for bem, todo mundo ganha com a política econômica. Se ela for mal, todo mundo perde". Sobre os desentendimentos entre a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff , e Palocci, Lula falou aos que querem ver "o circo pegar fogo": "O ministro Palocci é o meu ministro da Fazenda, escolhido por mim. E da mesma forma que o Palocci é meu ministro, a Dilma também é a minha ministra, foi escolhida por mim."
Lula criticou o "denuncismo que assola o país" e que, segundo ele, pode afastar o investidor estrangeiro. "Se nós não permitirmos que a pequenez eleitoral tome conta de nosso comportamento, nós deixaremos um Brasil que, definitivamente, será considerado um País sério e não um eterno País emergente, que é o que somos chamados há três décadas", afirmou. "Se alguém quiser continuar especulando sobre economia, por favor, dirija-se à Bolsa de São Paulo e deixe o governo fazer as coisas que está fazendo".


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