14/06/2006 - 15:19
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Sanguessugas

Prazo para indicar integrantes

Guilherme Amorozo

O presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB) leu em plenário nesta quarta-feira o requerimento de criação da CPI das Sanguessugas, autorizando o início das investigações para apuração das denúncias de que parlamentares recebiam propina para apresentar emendas destinadas à compra de ambulâncias superfaturadas. Calheiros concedeu prazo até a próxima terça-feira para que os partidos indiquem seus representantes e ameaçou que ele mesmo indicaria os integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito caso os partidos se recusassem a fazê-lo.

"Eu faço isso [a indicação] sem tremer. Nessa hora não tem que ter crise existencial. Espero que as pessoas trabalhem pela CPI e os líderes atuem para que haja quórum, senão será uma exposição do Congresso." O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), disse que irá indicar ainda hoje os representantes do partido. O líder do PT na Câmara, deputado Henrique Fontana (RS), disse que não terá dificuldades para anunciar os nomes do partido. "No PT terá mais gente querendo do que número de vagas. Mas vou indicar quem estiver mais preparado e não quem quiser só holofote."

A CPI - Segundo a Folha de S.Paulo, a nova CPI será formada por 17 deputados e 17 senadores. As indicações para os cargos de presidente da comissão (será ocupado por um senador) e relator (será ocupado por um deputado) ficam a cargo do PT e PMDB, os partidos com as maiores bancadas. De acordo com a publicação, os petistas já trabalham nos bastidores para assumirem a relatoria e um pacto entre representantes dos partidos definiu que as investigações devem ser concluídas em 30 dias, prorrogáveis por outros 30.

Entretanto, por regimento, os parlamentares terão até 180 dias para concluir os trabalhos e divulgar o relatório. "O importante é que o mais rápido possível haja a conclusão das investigações. Não pelo argumento de que esse é um ano atípico, por causa das eleições, mas, como todos os deputados e senadores estarão recebendo seus salários, a ninguém é dado o direito de não cumprir com suas obrigações", afirmou a senadora Heloísa Helena (PSOL-AL).

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