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Plenário vota destino de Mentor na 4ª
O presidente da Câmara, Aldo Rebelo, confirmou nesta terça-feira à noite que o julgamento do deputado José Mentor (PT-SP) em plenário será nesta quarta à tarde, a partir das 14h. Segundo a Agência Câmara, Rebelo disse que o deputado Mentor, acusado de envolvimento no mensalão, abriu mão dos prazos regimentais de cinco sessões a que tinha direito para recorrer na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da decisão do Conselho de Ética. A votação havia sido transferida para a semana que vem, por causa da falta de quorum.
Mentor é acusado de receber 120.000 reais de empresas do publicitário Marcos Valério, apontado como um dos operadores do mensalão. O parlamentar argumenta que o dinheiro foi recebido a título de pagamento de consultoria prestada por seu escritório de advocacia José Mentor, Pereira Melo e Souza à empresa de Rogério Tolentino, sócio de Marcos Valério. Mentor também diz que as notas fiscais pelo serviço foram emitidas e os impostos recolhidos na época em que a consultoria foi prestada.
Apesar do pedido de cassação proposto no relatório de Nelson Trad (PMDB-SP), Mentor não foi citado pelo procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, na relação das 40 pessoas denunciadas pelo Supremo Tribunal Federal.
Janene - A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou nesta terça relatório do deputado Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ) que recomenda a não concessão de aposentadoria por invalidez ao deputado José Janene (PP-PR) enquanto não for concluído o processo por quebra de decoro parlamentar a que o deputado responde no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar.
Janene é acusado de receber 4,1 milhões de reais do empresário Marcos Valério. Em sua defesa, o deputado informa que o PP recebeu 700.000 reais do PT em 2003 para pagar os custos da defesa do ex-deputado Ronivon Santiago, por causa de processos por compra de votos no Acre.
Janene está licenciado desde setembro e solicitou a aposentadoria por invalidez em fevereiro. Duas juntas médicas já atestaram que o deputado paranaense é portador de cardiopatia grave, e que a doença impede o exercício da atividade parlamentar.


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