19/04/2006 - 21:02
  • compartilharCOMPARTILHAR
  • imprimirIMPRIMIR
 

Câmara

Plenário livra José Mentor da cassação

Silvio Nascimento

O plenário da Câmara absolveu na noite desta quarta-feira o deputado José Mentor (PT-SP) do processo do Conselho de Ética que pedia a cassação por quebra de decoro Parlamentar. Foram 241 votos a favor da cassação e 175 contra, oito abstenções, dois nulos e seis brancos. Eram necessários 257 votos favoráveis à cassação para que perdesse o mandato.

Na votação, 14 deputados abriram seu voto, a favor da cassação, sete do Psol, seis do PV e a deputada Luiza Erundina (PSB-SP), contrariando orientação do presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), que havia pedido que não fossem abertos os votos, pois a Constituição estabelece votação secreta para os processos de cassação.

Mentor recebeu 120.00 reais da empresa 2S Participações, de Marcos Valério Fernandes de Souza, acusado de se rum dos principais operadores do "mensalão". De acordo com Mentor, o dinheiro era pelo pagamento de três pareceres jurídicos elaborados por seu escritório para o escritório Tolentino & Melo Assessoria Empresarial - do qual Marcos Valério era sócio.

Até agora, a Câmara se mostrou condescendente ao julgar os deputados que se envolveram com o mensalão. Somente três foram cassados - Roberto Jefferson, do PTB, o petista José Dirceu e Pedro Corrêa, do PP - e nove já conseguiram manter os mandatos.

Além de Mentor, o plenário absolveu no início do mês o ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha (PT-SP), o que provocou a revolta dos integrantes do Conselho de Ética, do qual pediram para sair seis parlamentares.

Já foram absolvidos os deputados João Magno (PT-MG), Wanderval Santos (PL-SP), Pedro Henry (PP-MT), Roberto Brant (PFL-MG), Professor Luizinho (PT-SP), Sandro Mabel (PP-GO) e Romeu Queiroz (PTB-MG).

Valdemar Costa Neto (PL-SP), Carlos Rodrigues (PL-RJ), Paulo Rocha (PT-PA) e José Borba (PMDB-PR) renunciaram para escapar do processo de cassação e podem atér ser candidatos já na próxima eleição.

Os próximos a serem julgados pelo plenário são Josias Gomes (PT-BA) e Vadão Gomes (PP-SP).

Comentários


comentar

Aprovamos comentários em que o leitor expressa suas opiniões. Comentários que contenham termos vulgares e palavrões, ofensas, dados pessoais(e-mail, telefone, RG etc.) e links externos, ou que sejam ininteligíveis, serão excluídos. Erros de português não impedirão a publicação de um comentário.

» Conheça as regras para aprovação de comentários no site de VEJA
 

Serviços

 

Assinaturas



Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados