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Quebra de sigilo
PF indiciará o ex-ministro como mandante
O ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci deverá ser apontado como mandante da quebra ilegal de sigilo do caseiro Francenildo Costa. Depois de ouvir o depoimento de Palocci, na terça-feira, o delegado responsável pela investigação na Polícia Federal, Rodrigo Carneiro Gomes, acredita ter reunido informações suficientes para atribuir ao ex-ministro a responsabilidade no caso.
De acordo com reportagem publicada nesta quinta-feira pelo jornal O Globo, o relatório da PF sobre a quebra ilegal de sigilo do caseiro deverá colocar Palocci como autor da ordem para a violação dos dados na Caixa Econômica Federal - o que o petista nega. O crime, que também pode ser atribuído ao ex-presidente da CEF, Jorge Mattoso, pode ter penas de 2 a 6 anos de prisão.
Agentes envolvidos na investigação afirmaram que, apesar dos desmentidos de Palocci no depoimento de terça, sua versão acabou reforçando as suspeitas contra ele. O ex-ministro contou que soube por uma jornalista do Globo de que Francenildo recebera um "bom dinheiro" - conforme o caseiro, uma compensação de seu suposto pai biológico para não revelar a paternidade à imprensa.
Para a PF, contudo, a informação comprova que Palocci sabia da movimentação financeira do caseiro - e, com esse conhecimento, teria acionado órgãos do governo para verificar a suspeita. "O quadro permite responsabilizar o ex-ministro como mandante da quebra do sigilo do caseiro", disse um dos investigadores do caso ao Globo. O Ministério Público também investiga o episódio.


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