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Corrupção
À PF, ex-servidora denuncia 80 deputados
Uma ex-funcionária do Ministério da Saúde cedeu novas informações à Polícia Federal sobre o esquema de corrupção envolvendo a compra de ambulâncias com recursos de emendas do Orçamento. Em depoimento nesta terça-feira, a servidora exonerada Maria da Penha Linho, que teria ajudado a manter o esquema ilegal, afirmou que cerca de 80 deputados participavam das irregularidades.
Conforme Maria da Penha, a quadrilha identificada pela Operação Sanguessuga da PF cedia comissão de 10% para os deputados que apresentassem emendas ao Orçamento para viabilizar a compra das ambulâncias superfaturadas. Foi o segundo depoimento dela na PF. No primeiro, pouco revelou. Agora, porém, falou mais em função da possibilidade de obter o benefício da delação premiada.
Exonerada no dia da operação, na semana passada, ela está presa desde então e permanecerá detida pelo menos até a semana que vem. Com um cargo de confiança no Ministério da Saúde - trabalhava no mesmo andar do gabinete do titular da pasta -, Maria da Penha tinha a chance de participar diretamente das atividades da quadrilha que superfaturava ambulâncias através de emendas.
Entre os 80 deputados supostamente envolvidos, a ex-funcionária do governo apontou vários e ainda desmentiu a participação de outros citados anteriormente (como Denise Frossard, do PPS). Há parlamentares do PT, PTB, PMDB, PP e PL entre os deputados em destaque no depoimento. A ex-servidora também deu informações sobre um esquema de fraude em São Paulo envolvendo 2 deputados.


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