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Pedro Henry, do PP, se livra da cassação
Por falta de provas, a Câmara absolveu nesta quarta-feira à noite o deputado Pedro Henry (MT), ex-líder do PP, da acusação de participação no esquema do mensalão. Dos 453 deputados na sessão, ele obteve a seu favor 255 votos, contra 176 pela cassação, 20 abstenções e dois brancos. Henry foi acusado pelo ex-deputado Roberto Jefferson de ser um dos responsáveis pela distribuição do mensalão no PP e de oferecer compensações para que deputados trocassem de partido.
Em seguida, começou na Câmara a sessão que teria votação do relatório pedindo a cassação do deputado Pedro Corrêa (PE), também do PP.
Henry é o quinto parlamentar da lista dos 18 acusados de envolvimento com o mensalão a ser absolvido. Livraram-se da cassação até agora os deputados Professor Luizinho (PT-SP), Roberto Brant (PFL-MG), Sandro Mabel (PL-GO) e Romeu Queiroz (PTB-MG). Foram cassados Roberto Jefferson (PTB-RJ) e José Dirceu (PT-SP).
Também se livraram da cassação, mas por outra manobra, Valdemar Costa Neto (PL-SP), Carlos Rodrigues (sem partido-RJ), José Borba (PMDB-PR) e Paulo Rocha (PT-PA), que renunciaram para fugir do processo.
Em 8 de fevereiro deste ano, Henry foi absolvido pelo Conselho de Ética da Câmara das acusações de ligação com o caixa 2 de Marcos Valério, por 9 votos a 5. O relator do processo, Orlando Fantazzini (PSOL-SP), denunciou acordão no parecer favorável a Henry: "Já sabia que estava sendo costurado um acordão. Só não imaginava que fosse se concretizar no voto aberto no Conselho de Ética. Achei que fosse ficar para o plenário - onde o voto é secreto."


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