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Palocci: "Só Lula decide o meu futuro". E Lula: "Ele está mais firme do que nunca."
Em depoimento à Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados, nesta terça-feira, o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, afirmou que seu futuro à frente da economia brasileira depende do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Só o presidente Lula pode dar uma resposta. Vou colaborar com o presidente até o momento em que ele achar que estou ajudando a ele e ao país." Em rápida entrevista depois de participar de um congresso de agricultura familiar em Luziânia, Lula garantiu Palocci está prestigiado. "Ele está mais firme do que nunca", disse Lula.
Perguntado pelo deputado Fernando Coruja (PPS-SC) sobre as notícias de que ele seria substituído pelo senador Aloizio Mercadante (PT-SP), Palocci se limitou a sorrir e demonstrou certo desconforto. Segundo rumores que surgiram nesta terça-feira em Brasília, Mercadante seria o nome mais cotado por Lula para assumir o Ministério da Fazenda. "Há sempre meias mentiras e meias verdades. Meios exageros e meias considerações. O que eu disse e repito é que estou fortemente vinculado ao projeto que faço sob o comando do presidente Lula. Enquanto ele desejar que eu desenvolva isso, vou fazê-lo com muita honra." Ele desmentiu que tivesse pedido demissão na segunda-feira à notie.
Palocci também afirmou que está tranqüilo porque tem o apoio do presidente Lula. "Estou absolutamente tranqüilo porque ontem o presidente Lula reafirmou a política econômica." Nesta segunda-feira, durante solenidade de sanção da medida provisória 255 - a MP do Bem - no Palácio do Planalto, Lula elogiou Palocci e os rumos da economia brasileira. "O presidente tem reafirmado insistentemente que a política econômica é essa que está aí e que não fará nenhum tipo de mudança e fiscal por conta das eleições, e isso é muito importante", completou o ministro.
E reafirmou que a rota não deve ser alterada e que ela pode ser seguida sem ele. "Não estou acima das avaliações. Acima das pessoas estão as políticas. Mais importante do que a presença de um ministro é a política, que não pode mudar. Estou empenhado em melhorar e avançar na política econômica", afirmou Palocci.
Ele também elogiou a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff - que fez duras críticas à política econômica. "A ministra não quer um processo fiscal descontrolado. É uma pessoa respeitável e importante." Palocci aproveitou para voltar a defender a discussão das propostas de longo prazo que visam reduzir o nível de despesas correntes do governo. Segundo Palocci, seria a forma de se garantir uma redução da dívida pública para um patamar inferior a 50% do PIB.


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