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CPI dos Bingos
Palocci não aceita o convite para ir à CPI
O ministro Antônio Palocci recusou convite para depor na CPI dos Bingos e disse que falará à comissão somente se for aprovado requerimento para sua convocação, que deveria ser votado nesta quarta-feira mas foi adiado para a próxima terça, dia 13. Palocci não quer retornar à Câmara em 2005 e prefere deixar o depoimento para ano que vem. Mas com o adiamento da votação do requerimento para a semana que vem o Senado dá mais uma "chance" de o ministro comparecer à comissão como "convidado". De qualquer maneira, o depoimento de Palocci ficará para 2006 pois a comissão encerra seus trabalhos na semana que vem e só retoma em janeiro.
O presidente da CPI dos Bingos, senador Efraim Morais (PFL-PB), relatou ao plenário da comissão nesta quarta-feira suas tentativas de acertar com Palocci uma data para a visita. Efraim disse que conversou com Palocci pela última vez nesta terça-feira, por telefone, mas o ministro não aceitou o convite para comparecer à CPI ainda neste mês. "Palocci foi educado e gentil, mas desrespeitou o acordo firmado na CPI entre a oposição e os governistas; foi uma indelicadeza. Acredito que é um erro do ministro não querer depor", disse Morais.
Como voto de esperança, os senadores concordaram por unanimidade com a sugestão do relator da CPI, senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), de que a comissão desse uma última chance para que Palocci comparecesse como convidado até o dia 13. O senador Flávio Arns (PT-PR) ficou encarregado de transmitir a decisão ao ministro ainda nesta quarta-feira.
Explicações -
O presidente da CPI disse que Palocci argumentou já ter dado explicações em outras comissões do Congresso Nacional nos últimos dias. O ministro foi no final de novembro à comissão especial da Câmara que analisa a proposta de emenda constitucional de criação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) e à Comissão de Finanças e Tributação. "Não considero essa explicação válida. As outras comissões tratavam sobre assuntos específicos e não deram a oportunidade do ministro explicar as denúncias feitas contra ele aqui quando era prefeito de Ribeirão Preto", disse Morais.

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