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CPI dos Bingos
Palocci deverá depor só no início de 2006
A CPI dos Bingos adiou o depoimento do ministro da Fazenda, Antônio Palocci. Ele ficou marcado para se realizar no início do ano que vem, assim que os trabalhos parlamentares forem reiniciados. Segundo o presidente da CPI, senador Efraim Moraes (PFL-PB), se Palocci não aceitar o convite, será colocado em votação um pedido de convocação, para que ele seja obrigado a depor.
O ministro da Fazenda recebeu esta nova chance da CPI devido a correspondência enviada ao presidente da comissão na manhã desta terça. Na carta, Palocci se desculpa pela ausência e explica que anda muito ocupado com viagens a trabalho. O ministro também reiterou sua disposição de depor em outra ocasião. "A CPI entendeu essa posição e fez com que ele receba mais essa deferência. Se ele decidir que não vira na primeira semana, ele será convocado através de requerimento da CPI, disse o senador Efraim Moraes.
O presidente da CPI dos Bingos lembrou ainda que mesmo se fosse votado o requerimento de convocação nesta terça-feira, o depoimento só ocorreria no ano que vem. As pessoas convocadas pela CPI têm 30 dias de prazo regimental para se apresentar. "Se nós radicalizássemos e o ministro caísse, a responsabilidade seria da CPI. Não queremos derrubar ministro, queremos investigar. Se ele não for ministro na época, será chamado o cidadão para depor", afirma Moraes.
O senador José Jorge (PFL-PE), líder da minoria no Senado, aproveitou para enumerar alguns assuntos que o ministro terá que explicar em seu depoimento à CPI dos Bingos. Entre esses pontos, a relação do ministro com Rogério Buratti, Vladimir Poleto e Ralf Barquete, seus ex-assessores, e a suposta doação de dólares cubanos para campanhas eleitorais petistas.


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