23/12/2005 - 12:44
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Brasil

Palocci defende a política econômica e diz que 2006 país terá 'crescimento vigoroso'

Alice de Salvo

O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, disse nesta sexta-feira, que o Brasil encerra o ano com avanços importantes na área econômica. Para Palocci, o esforço feito em 2005 vão ter efeito no ano que vem com o que chamou de "crescimento vigoroso". O ministro se refere ao esforço do governo de garantir a inflação dentro da meta e a economia feita por meio de superávit primário.

Em 2005, o crescimento é estimado em torno de 2,5%, contra previsões feitas no início do ano de 5%. Os analistas atribuem o baixo índice à política de juros que manteve alta a taxa básica (Selic) ao longo do ano. De acordo com o ministro, a tendência é que os juros, que hoje estão em 18% ao ano, caiam durante 2006, favorecendo mais investimentos e crescimento. Segundo o ministro, a manutenção da política de ajuste fiscal no longo prazo é importante para garantir o crescimento sustentado nos próximos anos.

Palocci também afirmou que o cenário neste fim de ano se assemelha ao do período da transição entre os anos de 2003 e 2004. Em 2003, lembrou o ministro, o governo foi obrigado a adotar uma política econômica mais restritiva diante da ameaça da inflação. No ano seguinte, o que se verificou foi o crescimento econômico de 4,9%. Ele lembrou ainda que foram gerados 1,5 milhão de empregos em 2004 e que é exatamente isso que deve ocorrer em 2006.

O ministro defendeu que a atual política seja mantida numa eventual candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição. "O Brasil precisa de um esforço fiscal equilibrado e de longo prazo", afirmou o ministro. Sobre as especulações de uma provável candidatura, Palocci afirmou que pretende manter-se no cargo até o fim deste governo e que numa eventual reeleição de Lula, não sabe se permanecerá. "O importante é que a política econômica se mantenha e não as pessoas".

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