21/08/2005 - 14:51
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Solidez

Para Palocci, atual crise política não afetará economia

Katia Perin

O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, garantiu, durante a entrevista coletiva concedida neste domingo, que a economia não será prejudicada com as denúncias feitas por seu ex-assessor Rogério Tadeu Buratti. Segundo ele, o trabalho realizado pelo governo até agora foi suficiente para que as contas do país "suportem qualquer turbulência" e se mantenham sólidas. Na última sexta-feira, quando Buratti disse em depoimento ao Ministério Público que o ministro recebia mensalão de 50.000 reais de empresas de lixo quando era prefeito de Ribeirão Preto, o mercado se agitou. O dólar fechou em alta de 2,9% - a maior dos últimos 15 meses -, depois de subir até 4%.

 

Como exemplos da solidez da economia brasileira, o ministro citou na entrevista o aumento do número de vagas de trabalho no país e da lucratividade das empresas. "O Brasil gera empregos como nunca gerou. O número de vagas de trabalho abertas é maior do que o de geradas nos últimos 30 anos.' E fez questão de dizer que o sucesso da política econômica não é conseqüência de seu trabalho exclusivo, mas de uma diretriz dada pelo presidente Lula e pelo trabalho de todo o governo. Além disso, Palocci disse que confia no presidente Lula. "Confio no compromisso do presidente firmado antes mesmo de sua posse, de fazer com que a economia cresça.'

 

Para Palocci, não há atitudes que blindem ministros ou política econômica. Segundo ele, apenas os resultados comprovando os bons fundamentos podem blindar a econômica do país. 'Hoje os agentes financeiros sabem diferenciar uma crise política de uma crise econômica no Brasil", avaliou. Ele destacou que isso não acontecia no passado. Mas hoje, segundo ele, com fundamentos sólidos e com um processo democrático avançado, a economia não é afetada pela crise política.

 

Palocci afirmou também que confia na solidez das instituições brasileiras e na forma como elas cumprirão o seu papel. "Eu confio nas instituições brasileiras. Devemos acreditar e fortalecer as nossas instituições porque elas são permanentes, nós não.'

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