19/08/2005 - 13:22
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A repercussão

Oposição e governistas consideram o caso grave

Giancarlo Lepiani

Tanto os governistas como os oposicionistas receberam com apreensão a informação de que o advogado Rogério Buratti envolveu o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, nas denúncias contra o PT. No início da tarde desta sexta-feira, parlamentares dos dois lados classsificam a suspeita de grave mas mostraram cautela sobre o caso, dizendo esperar prova. A seguir, algumas opiniões:

"Acho que, se confirmado isto, é grave para o país, porque atinge um setor que não tinha sido atingido pela crise. O Palocci vem conduzindo bem a economia e esta é uma área que devia passar ao largo desta conjuntura de crise."
Senador Arthur Virgílio (AM), líder do PSDB no Senado

"É uma denúncia grave, mas exige provas que vai se obter ao longo de investigação. É necessário que se investigue porque pode ser a afirmação desesperada de alguém que quer se inocentar a qualquer preço. Acho que devemos aguardar."
Deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP) , integrante da CPI dos Correios

"Um depoimento não é sentença judicial, mas apenas um elemento de investigação. Ninguém pode ser punido por indícios, estes devem ser transformados em provas."
Marcelo Déda (PT), prefeito de Aracaju

"Evidentemente, são denuncias graves. Se houver veracidade, isto constitui uma grave falha de condução que influenciará todo o desfecho da crise política."
Secretário-geral do PT, Ricardo Berzoini

"Tenho Palocci na conta de homem de bem porque, até prova em contrário, qualquer um de nós é bom, é honesto, é correto. O Brasil precisa aprender que o ônus da prova é de quem acusa, senão, vamos cair no denuncismo."
José Alencar, vice-presidente da República e ministro da Defesa

"Precisamos tomar cuidado com essa onda de denuncismo no Brasil, que pode prejudicar o nosso país, a nossa economia. Temos de ter absoluta responsabilidade para um assunto sério como esse. Não podemos, por denúncias graves como essa, fazer qualquer tipo de juízo de valor. Precisamos ter cuidado."
Senador Delcídio Amaral (MS), líder do PT no Senado

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