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Sanguessuga
Novos casos são da região Sul
O esquema de venda superfaturada de ambulâncias para prefeituras, conhecido como "sanguessuga", pode ser mais amplo do que já se tem notícia. A Controladoria Geral da União (CGU), ligada à presidência, informou nesta sexta ter descoberto outras operações similares de desvio de recursos públicos.
O ministro da CGU, Jorge Hage, disse que há indícios de que o esquema se repetia com empresas da região Sul do país - a Planam, primeira acusada pela fraude, fica em Mato Grosso. "É o mesmo modus operandi da quadrilha da Planam. Em alguns casos as ambulâncias foram vendidas pelo dobro do preço", disse Hage.
Hage explicou que os editais públicos de compras de ambulâncias eram alterados para favorecer as empresas envolvidas. "Tudo para resultar no pagamento de sobrepreço, de onde saia o dinheiro para o pagamento da propina", disse. As informações já foram encaminhadas para a Polícia Federal (PF).
Origem
- As primeiras notícias sobre "sanguessugas" surgiram depois de investigações da PF. Segundo os investigadores, deputados e senadores seriam subornados para apresentar emendas ao Orçamento da União que seriam destinadas à compra dos automóveis. A operação ilegal contava ainda com operadores no Ministério da Saúde.As prefeituras, então, usavam recurso federal para a compra das ambulâncias. Mas, com alterações nas licitações, os preços dos automóveis ficavam todos acima do mercado.


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