15/03/2006 - 08:50
  • compartilharCOMPARTILHAR
  • imprimirIMPRIMIR
 

Partidos

Novo drama de Serra, o governo estadual

Katia Perin

O drama do prefeito de São Paulo, José Serra, pode não ter terminado com a definição da candidatura de Geraldo Alckmin para a Presidência da República. Após o anúncio desta terça-feira, o presidente nacional do PSDB, senador Tasso Jereissati, não descartou a hipótese de Serra concorrer à sucessão estadual. "Não está descartado. Cada dia com a sua agonia", disse Tasso. "Pode vir a ser o Serra, sim."

Se decidir pela candidatura ao governo, Serra deverá contar com o apoio de Alckmin, segundo indicaram assessores do governador. Em caso de recusa, Alckmin já teria combinado com o prefeito que a escolha do candidato será feita a quatro mãos. Interlocutores do prefeito dizem que "não há a menor chance de ele aceitar a candidatura ao governo estadual".

O PSDB de São Paulo tem quatro pré-candidaturas ao governo paulista. São elas a do ex-líder do PSDB na Câmara, Alberto Goldman, a do vereador e ex-líder de Serra na Câmara Municipal José Aníbal, a do secretário municipal de Governo, Aloysio Nunes Ferreira, e a do ex-ministro da Educação Paulo Renato Souza.

Mágoa - Antes de disputar qualquer outro cargo político, Serra terá de se recuperar do que considerou uma "traição da cúpula tucana". De acordo com reportagem publicada no jornal O Globo desta quarta, o prefeito teria desabafado com amigos dizendo que confiou plenamente num acordo que teria sido fechado em dezembro numa reunião dele com o ex-presidente Fernando Henrique, o governador Aécio Neves (MG) e o presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE). No acordo, Serra seria o candidato se tivesse vantagem nas pesquisas. Os três teriam pedido ainda que Serra evitasse o confronto com o governador Geraldo Alckmin e que se mantivesse preservado.

O prefeito cumpriu o combinado e evitou durante os três últimos meses declarar sua candidatura. Na conversa da madrugada de terça com a cúpula do PSDB ele teria cobrado: "Quero dizer que fiz tudo o que foi acertado em dezembro." No telefonema que deu a Tasso Jereissati, quando saiu do encontro com Alckmin na prefeitura, nesta terças, Serra teria dito: "Estou fora da disputa. Dessa forma não vou. Acho que o partido errou na condução do processo."

Comentários


comentar

Aprovamos comentários em que o leitor expressa suas opiniões. Comentários que contenham termos vulgares e palavrões, ofensas, dados pessoais(e-mail, telefone, RG etc.) e links externos, ou que sejam ininteligíveis, serão excluídos. Erros de português não impedirão a publicação de um comentário.

» Conheça as regras para aprovação de comentários no site de VEJA
 

Serviços

 

Assinaturas



Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados