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Eleições 2006
Em nova pesquisa, Lula aparece com dez pontos de vantagem sobre o tucano Serra
A pesquisa CNT/Sensus, divulgada nesta terça-feira, indica uma vantagem de 10 pontos percentuais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o prefeito de São Paulo, José Serra (PSDB), nas intenções de voto para o segundo turno das eleições de 2006. Lula aparece com 47,6% dos votos e Serra com 37,6%. Os indecisos, brancos e nulos somam 14,9%.
Na pesquisa anterior, divulgada em novembro, Serra tinha 41,5% dos votos e Lula 37,6%. Outro dado revelado pela pesquisa é o número de eleitores que aprova o governo Lula passou de 46,7%, em novembro do ano passado, para 53,3% em fevereiro deste ano. Os que desaprovam somam 38%, na pesquisa passada esse número era 44,2%. Não souberam responder 8,7% dos entrevistados.
A avaliação positiva do governo Lula subiu em fevereiro para 37,5%, ante 31,1% em novembro do ano passado. Entre os entrevistados, 8,5% escolheram a opção ótimo; 29% consideram bom; 40%, regular; 8,3%, ruim e 13,1% acham péssimo.
Para 42,4% dos entrevistados, a política econômica do governo está "no rumo certo". Na última sondagem sobre esta questão, apenas 37,5% das pessoas diziam concordar com os rumos da economia.
O levantamento atual foi realizado entre os dias 6 e 9 deste mês, com 2.000 pessoas em 195 cidades. A margem de erro da pesquisa é de 3 pontos percentuais.
Auditoria - O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio, anunciou à tarde que vai pedir ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) auditoria na pesquisa CNT/Sensus por considerar que o resultado da sondagem não corresponda à realidade.
Segundo o líder tucano, "a pesquisa não é honesta" e "não é de hoje" que os números divulgados pelos institutos de pesquisas de intenção de voto são "dissonantes" em relação ao resultado das campanhas eleitorais. No entanto, ele reconhece que há recuperação do presidente Lula nas pesquisas feitas internamente pelo PSDB.
Virgílio disse estranhar o fato de que, quando o número de candidatos incluídos na sondagem CNT/Sensus é maior, Serra tem melhor desempenho, e quando o número de candidatos é menor, o quadro é desfavorável para o tucano. "Pela minha vivência como político e como já sofri na pele distorções de pesquisas me reservo o direito de desconfiar."


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