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MST, CUT e UNE ganham R$ 60 mi com PT
Três entidades que prometem brigar e ir às ruas para impedir um eventual impeachment do presidente Luiz Inácio Lula da Silva receberam um total de 60 milhões de reais do governo federal nos três primeiros anos de mandato dele. A maior parte do dinheiro foi para o MST, que continua promovendo invasões em áreas privadas produtivas, e a CUT, investigada pelo Tribunal de Contas da União por desvio de verbas federais. A outra entidade é a UNE.
Com Lula no poder, o MST foi o maior beneficiado - ONGs ligadas ao movimento dos sem-terra tiveram o volume de recursos públicos quadruplicado. Nos três últimos anos de governo FHC, essas entidades receberam pouco mais de 7 milhões de reais. Nos três primeiros anos de Lula, a verba foi de 30 milhões. Em relação à CUT, há queda nos recursos - mas os repasses às centrais sindicais foram suspensos pelo TCU logo no ano inicial do governo Lula.
A suspensão dos repasses ocorreu em função de irregularidades no programa de capacitação profissional da CUT - o Ministério do Trabalho apurou desvio de 9,9 milhões de reais pela entidade. As ONGs ligadas ao MST também se envolveram em problema semelhante - tanto que o TCU cobrou a devolução de 15 milhões aos cofres públicos - mas continuaram recebendo. Em relação à UNE, a entidade levou 770.000 reais em um só dia do Ministério da Cultura.
De acordo com reportagem publicada na edição deste domingo do jornal Folha de S. Paulo, os repasses constam do sistema informatizado de acompanhamento de gastos federais e não incluem os repasses feitos pelas estatais. Se fossem incluídas essas verbas, o total destinado às entidades seria bem maior - para promover a comemoração do Dia do Trabalho, por exemplo, a Petrobras e a Caixa Econômica Federal repassaram à CUT cerca de 800.000 reais.
Aliança - Na semana passada, representantes dessas três entidades se reuniram com o deputado Ricardo Berzoini, presidente do PT e coordenador da campanha de Lula à reeleição, e prometeram combater qualquer tentativa de impeachment. Em junho, elas deverão fazer uma grande manifestação a favor de Lula. O ministro Luiz Dulci, da Secretaria Geral da Presidência, responsável pelo diálogo com movimentos sociais, não falou sobre os repasses.


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