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Palocci
MPE espera resposta sobre o pedido de prisão de petista
O Ministério Público Estadual de São Paulo aguarda uma decisão da Justiça sobre o pedido de prisão preventiva do ex-ministro da Fazenda e ex-prefeito de Ribeirão Preto Antonio Palocci Filho, deputado federal eleito pelo PT. O pedido de prisão, que só foi divulgado na segunda-feira, foi protocolado por promotores na 4ª Vara Criminal de Ribeirão Preto, na última quarta-feira.
Além de Palocci, foram denunciadas mais nove pessoas - todas acusadas de envolvimento no suposto esquema de superfaturamento de contrato de limpeza pública em Ribeirão. Conhecido como "máfia do lixo", o esquema teria ocorrido na gestão petista, entre 2001 e 2004. Entre os outros denunciados estão outro ex-prefeito, Gilberto Maggioni, do PT, e mais ex-secretários municipais.
A acusação é pelos crimes de formação de quadrilha, peculato e falsificação de documento público. A denúncia entregue pelo MP à Justiça fala em desvio de cerca de 30 milhões de reais dos cofres públicos entre 2001 e 2004. O desvio era feito através de planilhas de varrição de rua falsificadas. Os serviços eram superfaturados, e o dinheiro obtido ilegalmente acabava desviado.
A defesa - O advogado do ex-ministro e ex-prefeito Palocci, José Roberto Batochio, não comentou a denúncia, mas disse que o seu cliente não pode ser denunciado pelo MP, já que foi eleito deputado federal. "Só a Procuradoria da República poderá fazer isso", disse ele. Batochio defende que o fato de Palocci não ter sido diplomado pela eleição não muda essa condição jurídica.


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