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Eleições 2006
MP vai apurar as denúncias sobre Alckmin
O Ministério Público de São Paulo abriu duas investigações contra o ex-governador Geraldo Alckmin, candidato do PSDB à Presidência da República, por suposta improbidade administrativa. O tucano terá de explicar sua eventual participação em dois casos: no uso de verba publicitária da Nossa Caixa em benefício de deputados da base governista e no patrocínio feito por empresas estatais à revista presidida pelo acupunturista Jou Eel Jia, que atende Alckmin.
As investigações contra Alckmin serão comandadas diretamente pelo procurador-geral de Justiça de São Paulo, Rodrigo Pinho. O procurador-geral quer saber se o ex-governador ordenou a transferência de verbas para aliados políticos. Somente a Procuradoria Geral tem poderes para investigar o tucano. As investigações foram abertas com base em representações do deputado Romeu Tuma (PMDB).
Uma outra representação pede apuração sobre "eventual ato de improbidade" que teria sido praticado pela ex-primeira dama Lu Alckmin por ter recebido "doações irregulares, centenas de vestidos". Cada peça é avaliada em até 5.000 reais.
Nesta segunda-feira, Alckmin disse que as investigações do Ministério Público são positivas, mas classificou as denúncias como "injustas e totalmente desproporcionais". Para ele, seus adversários "estão procurando pêlo em ovo". "Eu não tenho medo de cara feia, tenho a consciência tranqüila", disse Alckmin, no início da noite, ao desembarcar em Brasília.


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