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Caso Nildo
Ministro fica, diz Lula; ele se diz ferido
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva resistiu à pressão da oposição pela saída do ministro da Justiça, Marcio Thomas Bastos - em solenidade na noite de terça-feira, ele garantiu a permanência do auxiliar no cargo. Também na terça, Bastos reconheceu estar muito incomodado com a pressão por sua demissão, mas prometeu continuar no cargo até o final para ajudar o presidente.
Bastos é acusado de participar da articulação de integrantes do governo no episódio da quebra ilegal do sigilo bancário de um caseiro que testemunhou contra o ex-ministro Antonio Palocci. O ministro admite ter ido à casa de Palocci no dia da reunião sobre a conta de Francenildo Costa, mas afirma que não foi ao local para tratar do tema, mas sim para apresentar um advogado.
Na recepção à presidente do Chile, Michelle Bachelet, no Itamaraty, na noite de terça, Lula afirmou que não vê motivos para a saída de Bastos. "O ministro está muito tranquilo e está seguro de que não fez nada de errado", disse ele. "Eu não vou fazer o jogo da oposição. É quem quer derrubá-lo." Bastos, por sua vez, confirmou que permanece no governo até quando Lula quiser.
Segundo o ministro, a permanência no cargo ocorrerá por lealdade ao presidente e para poupar Lula de desgaste desnecessário - ele se colocou como uma espécie de "escudo" de Lula, já que acredita que o presidente será o alvo único da oposição caso sua saída ocorra. Bastos se disse "abatido, golpeado e ferido" e garantiu que não permanecerá no governo caso Lula seja reeleito.


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