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Brasil
Ministro defende seu encontro com Dantas
O ministro da Justiça, Marcio Thomaz Bastos, confirmou nesta segunda-feira ter se reunido, na semana passada, com o banqueiro Daniel Dantas, controlador do grupo Opportunity. Bastos disse, porém, que não errou ao conversar com Dantas, já que não falou de nenhum assunto "impróprio" com ele. A realização da reunião foi revelada em uma reportagem da edição desta semana de VEJA.
Bastos afirmou que Dantas pediu a audiência para se explicar em relação ao caso e defendeu a sua presença no encontro, que se deu na casa do senador Heráclito Fortes (PFL-PI). "Ele disse que ia me entregar uma carta dizendo que nunca tinha investigado nem passado informação nenhuma a órgão de imprensa. Foi uma conversa como outra qualquer. Não entendo por que tanta celeuma."
O ministro confirmou ainda que os deputados José Eduardo Cardozo (PT-SP) e Sigmaringa Seixas (PT-DF) compareceram à reunião e que ambos podem revelar o teor do encontro. "O que importa é que essas conversas sejam impessoais, transparentes, públicas, e não tratem de coisas que não podem ser tratadas", disse Bastos, que também garantiu a apuração do caso pela Polícia Federal.
"Eu disse que a PF vai investigar de maneira impessoal e séria", afirmou Bastos relatando um outro trecho da sua conversa com Dantas. O ministro assegura que a Polícia Federal levará a investigação do caso até as últimas conseqüências. Conforme ele, o Ministério Público acompanhará a apuração. A PF, contudo, considerou "negativo" o fato de Bastos ter se reunido com Dantas.
Suspeitas - Na avaliação dos agentes que investigam o dossiê entregue por Dantas, essa reunião emite sinais contraditórios às vésperas do depoimento do banqueiro à PF. Dantas terá de falar sobre os documentos que apontam supostas contas, em paraísos fiscais, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outras autoridades. Os envolvidos negaram ter feito um acordo na reunião.


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