10/01/2006 - 07:00
  • compartilharCOMPARTILHAR
  • imprimirIMPRIMIR
 

Brasil

Ministério da Justiça tentará bloquear a 2ª conta de Duda. CPI quer acesso aos dados

Giancarlo Lepiani

A existência de uma segunda conta bancária ligada ao publicitário Duda Mendonça em Miami, revelada por VEJA em sua edição da presente semana, levou o Ministério da Justiça a se mobilizar para procurar obter o bloqueio do dinheiro junto às autoridades dos EUA. O pedido deve ser feito ainda nesta semana, segundo afirma reportagem do jornal Folha de S. Paulo nesta terça-feira.

No ministério, espera-se apenas algumas informações adicionais do procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, para que o pedido seja levado ao Departamento de Justiça americano. Conforme VEJA revelou, a existência da conta foi revelada pelo país às autoridades brasileiras logo depois que a filha de Duda Mendonça, Eduarda, tentou sacar dinheiro dela no ano passado.

Na segunda-feira, o procurador-geral conversou com delegados da Polícia Federal para discutir informações sobre a nova conta. No mesmo dia, o advogado de Duda, Tales Castelo Branco, disse que a conta não existe. No Congresso, contudo, a revelação teve grande repercussão, provocando uma nova mobilização entre integrantes da CPI dos Correios - onde Duda vem sendo investigado.

Depoimento - Conforme o relator da CPI, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), a comissão pedirá ao Ministério da Justiça acesso aos dados obtidos sobre a conta nos EUA. A CPI pede ainda garantias de que o dinheiro ficará bloqueado e estuda convocar Duda a prestar novo depoimento. O pedido de informações sobre essa segunda conta deverá ser formalizado nesta terça pela comissão.

"Essa conta pode ser outro problema para Duda, mas poderá fornecer novas pistas do valerioduto", disse o subrelator Gustavo Fruet (PSDB-PR). "Devemos ver se a origem do dinheiro é a mesma, se são os mesmos doleiros, se é dinheiro de outra campanha." Fruet, que procura obter acesso ao sigilo bancário de Duda, afirmou que a "história é relevante e a CPI não sabia de nada".

Comentários


comentar

Aprovamos comentários em que o leitor expressa suas opiniões. Comentários que contenham termos vulgares e palavrões, ofensas, dados pessoais(e-mail, telefone, RG etc.) e links externos, ou que sejam ininteligíveis, serão excluídos. Erros de português não impedirão a publicação de um comentário.

» Conheça as regras para aprovação de comentários no site de VEJA
 

Serviços

 

Assinaturas



Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados