21/08/2005 - 16:27
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Oposição

Membros do PFL e PSDB elogiam atitude do ministro

Katia Perin

Até a oposição elogiou o comportamento e a clareza do ministro Antonio Palocci neste domindo. O líder da minoria na Câmara, deputado José Carlos Aleluia (PFL-BA), disse que o ministro da Fazenda falou 'com segurança, mostrou tranqüilidade e não atacou diretamente Buratti'. 'Ele disse o que o mercado queria saber: não vai haver alteração na política econômica. E ele continuará no ministério.' Na avaliação de Aleluia, essas duas informações são suficientes para acalmar o mercado financeiro. "O mercado não quer saber se as acusações são verdadeiras ou não. O mercado está preocupado com os rumos da política econômica e se ele será mantido ou não no cargo.' Aleluia disse ainda que o presidente Lula deveria se espelhar no exemplo de Palocci ao elaborar seu plano de comunicação e gerenciamento da crise. 'Não podemos confundir. A crise de Lula não é a crise de Palocci. Lula deveria se espelhar no ministro e tratar a crise com serenidade e não com bravata e soberba.'

 

O presidente nacional do PSDB, senador Eduardo Azeredo (MG) disse que ainda é cedo para se falar dos reflexos da fala do ministro no mercado financeiro, mas entende que a permanência de Palocci no cargo garante a continuidade do ritmo da economia brasileira, apesar do 'conservadorismo adotado'. 'Ele é um ministro que conseguiu levar bem a área econômica até agora. Conseguiu resultados, apesar de não ser insubstituível a presença dele garante a continuidade do ritmo da economia brasileira.'

O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM) também elogiou a postura do ministro.

 

No entanto, Virgílio afirmou que a postura de Palocci deixa o presidente Luiz Inácio Lula da Silva muito mal. 'O ministro fez muito bem em dar explicações frontais à nação através da entrevista coletiva e com isso ele deixa mal o presidente Lula, que se refugia em comícios, e os demais acusados do PT que se escondem atrás de um falso estatuto do silêncio.'

Virgílio disse não prejulgar o ministro, mas defendeu a continuidade das investigações. 'Eu não prejulgo o ministro, mas investigações têm que continuar até o fim.'

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