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Marcos Valério nega repasses para Furnas
O empresário Marcos Valério de Souza, acusado de ser o operador do mensalão, prestou novo depoimento à Polícia Federal, em Brasília, nesta sexta-feira, e negou que tenha repassado recursos para Furnas, no suposto esquema de caixa dois montado para abastecer a campanha tucana em 2002. Valério, no entanto, confirmou ter enviado dinheiro para o publicitário Duda Mendonça por meio da conta Dusseldorf, nas Bahamas.
Na quarta-feira, o deputado cassado Roberto Jefferson reafirmou à PF que recebeu 75.000 reais de caixa dois por meio de Furnas. Jefferson é um dos cerca de 150 políticos - do PSDB, PTB, PFL, PL e PP - que constam de uma lista de supostos beneficiários de repasses irregulares para a campanha daquele ano. O ex-deputado afirmou que recebeu o dinheiro do então diretor de Furnas, Dimas Fabiano Toledo, que teria operado o caixa dois da estatal.
"Não conheço o senhor Dimas Toledo. Não conheço Furnas, eu nunca trabalhei com Furnas. É só pegar o histórico (da estatal), as empresas (DNA e SMP&B, agências de publicidade de Valério) nunca fizeram uma campanha publicitária para Furnas", disse Valério. Ele também negou ter repassado dinheiro para o caixa dois do PSDB em 2002 e disse não saber o motivo pelo qual o nome de suas empresas foi parar na lista.
Duda -
Sobre Duda Mendonça, Valério confirmou ter repassado dinheiro para o publicitário pela conta Dusseldorf, mas afirmou desconhecer se ele possui outras contas no exterior. Nesta quinta, Duda prestou novo depoimento à PF e disse que fechou a Dusseldorf no ano passado - e que esta era a única conta aberta fora do país em seu nome. O publicitário afirmou ainda que é "vítima política em um ano eleitoral" e que não participou do esquema do mensalão.Duda é investigado por ter confessado o recebimento de 10 milhões de reais do caixa dois do PT por intermédio do esquema de Marcos Valério. A PF tem indícios de que Duda mantém outras contas secretas no exterior. O depoimento dele aconteceu no mesmo dia em que a agência de inteligência financeira dos Estados Unidos, Fincen, prometeu à delegação da CPI dos Correios que está em Washington repassar ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), do Ministério da Fazenda, os dados bancários do publicitário, até a próxima semana.


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