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Mantega diz que economia e Banco Central não mudam
O novo ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta terça-feira em entrevista logo depois de sua posse em Brasília, que não haverá mudanças no Banco Central - nem na condução da linha econômica nem de pessoal. Mesmo sem mudanças drásticas, Mantega afirmou que tem como meta crescer no mínimo 4% este ano, 1,4 ponto porcentual a mais que os 2,6% de crescimento do PIB em 2005 - índice que, na América Latina, superou apenas o do Haiti. Mas o novo ministro disse que quer desenvolvimento "responsável e diz ser avesso às aventuras e ao entusiasmo infantil".
Sobre como conseguir um crescimento de 4% sem alterar a política econômica, o ministro falou que eventuais mudanças nas taxas de juros não seriam um "pecado mortal". "As autoridades monetárias, quando percebem que se aproxima um surto inflacionário, têm de aumentar as taxas, porque isto é natural. Mas se elas percebem que há uma retração de inflação - e é o que estamos vendo neste momento - podem manter um ritmo de redução dos juros."
Mudanças - Sobre possíveis mudanças na equipe econômica, Mantega disse que não tem equipe formada, mas nada muda no BC a curto prazo. "A atribuição de nomear presidente do BC é exclusivamente do presidente da República, então não muda nada."
Segundo Mantega, o momento é de concentração de esforços. "Neste momento, nossa preocupação é fazer uma gestão econômica sólida e cumprir a missão de ajudar o governo." Mantega também elogiou o antecessor, dizendo que graças à "tenacidade" de Palocci ele estava recebendo uma economia e um país muito melhores do que quando o ministro demitido recebeu.
No início da tarde, o presidente do BC, Henrique Meirelles, já havia dito que ficaria na presidência do BC. Segundo ele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria garantido que a autonomia do BC será mantida. Diante disso, Meirelles afirmou que a instituição continuará fazendo seu trabalho com o objetivo de atingir as metas de inflação estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
Mantega afirmou também que está sintonizado com Meirelles. "Não há nenhum mal-estar com o Meirelles." Ele disse que suas relações com o presidente do BC têm sido "cordiais e muito civilizadas" e ainda comentou que chegou a conversar por telefone com Meirelles e que acertou um encontro para breve, tão logo termine a agitação dos primeiros momentos no cargo.


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