22/02/2006 - 07:43
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Eleições 2006

Lula venceria Serra nos dois turnos, indica Datafolha. Imagem do presidente melhora

Giancarlo Lepiani

Uma nova pesquisa de opinião voltou a indicar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como favorito na eleição deste ano. Após a sondagem CNT/Sensus, na semana passada, a nova pesquisa Datafolha também aponta Lula como candidato mais bem colocado neste momento. Ele derrotaria o pré-candidato mais forte da oposição, o prefeito José Serra, no primeiro e também no segundo turno.

De acordo com a pesquisa, publicada na edição desta quarta-feira do jornal Folha de S. Paulo, Lula derrotaria José Serra (no quadro mais provável, com Anthony Garotinho como candidato do PMDB) por 39% a 31% no primeiro turno. O ex-governador do Rio teria 8% dos votos. No segundo turno, o presidente venceria o prefeito, seu rival na votação decisiva em 2002, por 48% a 43%.

É a primeira vez desde agosto do ano passado que Lula aparece na frente nos dois turnos em simulações do Datafolha. Na última pesquisa, feita há três semanas, o presidente já deixava a condição de derrotado no primeiro turno: ele aparecia tecnicamente empatado com Serra, que antes o superava. Mas Lula ainda perdia para o rival de 2002 em eventual segundo turno por 49% a 41%.

Contra Alckmin, o cenário é ainda mais favorável a Lula, que venceria por 43% a 17% no primeiro turno e 53% a 35% no segundo. Conforme o Datafolha, Lula continua se beneficiando da forte aprovação entre o eleitorado mais pobre, mas desta vez cresceu muito entre os entrevistados que ganham mais de dez salários mínimos mensais: ele dobrou sua votação dentro desse eleitorado.

Avaliação - Ainda assim, Lula perde para os dois tucanos quando se considera apenas o eleitor de renda mais alta - Alckmin o derrota por 36% a 30%, e Serra, por 35% a 31%. Entre os mais pobres, Lula venceria o primeiro turno contra Alckmin por margem de 29 pontos porcentuais, enquanto Serra perde por 40% a 31%. Com Alckmin na chapa tucana, Garotinho passaria de 8% para 11%.

Também conforme o Datafolha, a alta de Lula nas projeções deve ser atribuída ao crescimento de suas avaliações positivas como presidente - enquanto seu governo teve números quase inalterados (37% ótimo ou bom, 39% regular e 22% péssimo), sua avaliação pessoal melhorou muito. Em outubro, tinha 40% de ótimo ou bom - hoje, tem 53%. A margem de erro é de dois pontos porcentuais.

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