27/02/2006 - 12:34
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Brasil

Lula prepara nova Carta a Povo Brasileiro e pode subir mais nas próximas pesquisas

Katia Perin

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está preparando uma segunda versão da "Carta ao Povo Brasileiro". O documento terá duas partes: a primeira fará uma análise do seu primeiro mandato; a segunda, uma projeção sobre um eventual segundo governo. A informação, publicada na edição desta segunda-feira do jornal Folha de São Paulo, foi dada pelo ex-ministro da Educação Tarso Genro.

 

Com a segunda versão da carta, Lula atende à solicitação feita por PT, PSB e PC do B, partidos que compõem a base aliada do governo no Congresso. O presidente pediu que representantes dos partidos e do próprio governo já comecem a pensar no documento, com representantes da sociedade civil. Um grupo ainda será formado para sua elaboração.

A primeira "Carta ao Povo Brasileiro" foi lançada em junho de 2002, quando o então candidato Lula começava a intensificar sua participação na campanha presidencial. A carta gerou polêmica, especialmente entre os petistas. O documento naquela ocasião, tinha o objetivo de acalmar o mercado internacional e conter a alta do dólar e o risco-país durante a campanha. Ele assumia o compromisso de não-ruptura com o modelo de gestão econômica de então - governo FHC - e prometia a manutenção dos contratos firmados.

Crescimento - O crescimento de Lula nas pesquisas eleitorais mais recentes pode estar só no começo. Em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, desta segunda-feira, a diretora do Ibope, Márcia Cavallari, avalia que presidente pode ampliar a vantagem nos próximos meses. Segundo ela, muitas propostas já anunciadas pelo governo - como o recapeamento de estradas, o pacote de estímulos à construção civil, as reduções no Imposto de Renda - terão outro impacto nas intenções de voto quando se transformarem em medidas concretas.

O jornal informa também que a liderança de Lula nas pesquisas eleitorais começou depois que o governo fez imensos gastos de publicidade. Entre 1º de janeiro e 23 de fevereiro deste ano, o governo empenhou gastos no valor de R$ 52 milhões em propaganda. Em 2005, no mesmo período, gastou R$ 212 mil - ou apenas 0,5% do dinheiro empenhado no início de 2006, quando o presidente disputa a reeleição. Em dezembro de 2005, os pagamentos de publicidade chegaram a R$ 55 milhões, o gasto mais alto do ano passado. Em sua contabilidade, o governo registrou ainda que recebeu serviços de publicidade - reconhecidos, mas não pagos - no valor de mais R$ 151,4 milhões.

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