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Brasil
Lula deve fazer discurso pró-Palocci, mas já avalia as alternativas para substituí-lo
Katia Perin
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva começa a considerar a possibilidade de o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, deixar o governo. A situação de Palocci pode ficar insustentável, na avaliação do governo, se as denúncias contra ele forem provadas ou ainda se surgirem casos novos. De acordo com reportagem do jornal O Globo desta segunda-feira, embora o Palácio do Planalto tenha divulgado uma nota na noite de sábado afirmando que ele fica no cargo, Lula já pensa numa lista de possíveis substitutos. Se o presidente resolver manter a linha de contenção de gastos, os nomes com mais chances de emplacar são o do secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Murilo Portugal, e do ministro do Planejamento Paulo Bernardo. Mas, caso Lula decida se mostrar mais liberal em relação ao gasto público, teria como opção o senador petista Aloizio Mercadante (SP), líder do governo. Lula aguarda a volta do ministro da Fazenda na quarta-feira, para saber como está seu estado emocional. O presidente também estaria preparando um discurso público em defesa de Palocci, sua política econômica e sua honra. De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, desta segunda, o discurso pró-Palocci deverá ser feito na primeira solenidade ou declaração pública desta semana. A intenção do presidente é abordar, segundo as palavras de um auxiliar, "a importância do trabalho de Palocci para o país". Ou seja: dizer que sua eventual saída poderia gerar uma desestabilização na economia que ele não pretende deixar que aconteça. Haveria ainda menção específica à "honradez" e "seriedade" do ministro da Fazenda. Palocci está sob pressão em três frentes: ele é acusado por ex-assessores de acusação de corrupção, é criticado pela ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) pela condução da política econômica e ainda atacado por restringir os gastos públicos. O governo tenta ainda um acordo nos bastidores com a liderança tucana. Também de acordo com a Folha, Lula enviou um emissário para falar de trégua com um cacique do PSDB. Além de um acordo para tentar deixar fora das CPIs familiares do presidente e de tucanos de peso, como José Serra e FHC, acertou-se que alguns canais de comunicação precisam permanecer abertos.


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