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Lula agora 'ataca' com Farmácia Popular
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que pretende ampliar o programa Farmácia Popular a partir de março. A proposta é fazer uma espécie de convênio com farmácias particulares para que vendam medicamentos hoje oferecidos pelas Farmácias Populares do governo, com preços mais baixos ou subsidiados.
O programa Farmácia Popular é uma promessa de Lula na campanha de 2002, mas demorou a sair do papel quando o petista chegou ao Planalto. A meta original previa que logo no primeiro ano cem unidades seriam abertas. Mas esse número só foi alcançado em fevereiro deste ano, mais de um ano depois.
A discussão da proposta em ano eleitoral já provocou críticas da oposição. "É uma ação de cunho eleitoreiro. O governo está correndo atrás do prejuízo e quer mostrar serviço, depois de passar três anos produzindo superávits", diz ao jornal O Globo o deputado Rafael Guerra (PSDB-MG), presidente da Frente Parlamentar da Saúde. Mas, segundo o ministério, a expansão para a rede privada estava prevista na lei que criou o programa. O líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse que a medida, se adotada, vai beneficiar a população.
Existem hoje 111 farmácias populares espalhadas pelo país -sendo 17 na capital paulista e 21 no interior de São Paulo. Há convênios com prefeituras e entidades filantrópicas que prevêem a criação de mais 266 farmácias. Lula achou pouco e optou pela criação de balcões de Farmácia Popular por todo o país.
Os acordos com as grandes redes de farmácia já estão avançados. As farmácias tradicionais que participarão do programa colocarão no estabelecimento o adesivo "Aqui tem Farmácia Popular". Em São Paulo, onde as pesquisas apontam a preferência do eleitor pelos candidatos tucanos, o governo deve instalar apenas 10% dos balcões.


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