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Furnas
A lista causa polêmica e discussões
A divulgação da lista com supostos beneficiários de um esquema de corrupção em Furnas Centrais Elétricas movimentou Brasília nesta quinta-feira, um dia depois que o ex-deputado Roberto Jefferson prestou depoimento à Polícia Federal sobre o assunto. A autenticidade da lista foi o principal motivo de polêmica. A CPI dos Correios promete pedir à PF informações sobre o assunto.
"Precisamos saber o que a PF diz sobre essa lista", disse o presidente da CPI, senador Delcidio Amaral (PT-MS). "E precisamos saber se ela tem equilíbrio, procedência." Com 156 nomes, principalmente do PSDB e PFL, a lista seria de políticos que teriam recebido recursos num esquema montado pelo ex-diretor de Furnas Dimas Fabiano Toledo. O dinheiro iria para caixa 2 eleitoral.
Um dos integrantes tucanos da CPI, deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR), disse considerar "inevitável" a investigação da relação, principalmente porque Jefferson disse que o documento é autêntico. "Temos de investigar para saber o que é verdadeiro", disse ele . "Mas acredito que há excessos." Jefferson - que foi citado na lista - admitiu à PF ter recebido 75 mil reais por Dimas.
Novo Cayman - Fora da CPI, os tucanos e pefelistas criticaram duramente a divulgação da lista, que dizem ser forjada. Para o principal pré-candidato da oposição à Presidência, o prefeito paulistano José Serra, o caso é "uma verdadeira palhaçada". "A lista é pior que o dossiê Cayman", afirmou, sobre a farsa contra os tucanos em 1998. "É um instrumento vagabundo e maldoso."
O outro pré-candidato tucano, o governador paulista Geraldo Alckmin, afirmou que estuda acionar a Justiça por causa do caso - já que tanto ele como Serra constam do suposto documento. "É falsificação grosseira. Tem que tratar na polícia. Já determinei que se verifique qual medida judicial pode ser tomada." No PFL, falou-se em estratégia do governo para abafar crise política.


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