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Caso Celso Daniel
Laudo reafirma que prefeito sofreu tortura
Um laudo complementar sobre a morte do ex-prefeito Celso Daniel confirmou a tese de que o político petista foi torturado por seus assassinos. O documento, assinado pelo médico-legista Paulo Vasques, repete as conclusões do outro perito que examinou o caso, Carlos Delmonte Printes, encontrado morto em outubro último. Paulo Vasques exumou o corpo de Daniel ao lado de Printes.
De acordo com reportagem publicada nesta terça-feira pelo jornal Folha de S. Paulo, o laudo de Vasques enumera várias razões para a conclusão de que houve tortura - marcas de queimadura nas costas, multiplicidade de tiros no rosto, expressão de pavor e rigidez cadavérica generalizada, que ocorre apenas em situações de tensão fora do normal para a vítima no momento da morte.
O laudo complementar diz ainda que Daniel não foi morto no local onde seu corpo foi abandonado - uma rua de terra - já que a superfície onde ele foi executado era dura, conforme mostrou o ricocheteamento dos projéteis. Além disso, o documento afirma que, no momento da morte, o ex-prefeito não vestia as roupas com que foi encontrado, já que não há perfurações nos tecidos.
Crime comum - Vasques é o segundo perito a constatar tortura no caso de Daniel. Printes, o primeiro, disse que foi rebaixado de cargo pela Polícia Civil em função das declarações sobre o assassinato. Apesar das conclusões dos especialistas, tanto a polícia paulista como o PT descartam a hipótese de tortura, mantendo a crença na versão de seqüestro comum seguido de morte.


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