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Investigação
Justiça quebra sigilo bancário de Freud e Lacerda
A Justiça Federal autorizou nesta quinta-feira a quebra dos sigilos bancários de Freud Godoy, ex-assessor particular do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e de Hamilton Lacerda, ex-assessor de campanha do senador Aloizio Mercadante (PT-SP). A Justiça negou, contudo, os pedidos de quebra de sigilo da esposa de Freud, Simone Messeguer Godoy, e da empresa dela, a Caso Sistemas de Segurança.
Para pedir a quebra dos sigilos bancários de Freud e Lacerda, o procurador da República Mário Lúcio Avelar usou como justificativa a informação publicada pela imprensa de que o ex-assessor de Lula teria sacado 150.000 reais em espécie poucos dias antes de estourar o escândalo do dossiê. No episódio, dois petistas foram presos com 1,7 milhão de reais de origem desconhecida. Outra informação vinda da imprensa dava conta de que o investidor Naji Nahas teria feito um crédito em favor de Freud no valor de 396.000 reais.
Segundo a Procuradoria, a decisão judicial vai colaborar nas investigações para descobrir a origem do 1,7 milhão de reais. Freud teve seu nome envolvido no episódio por Gedimar Passos, que portava o dinheiro e foi preso pela Polícia Federal juntamente com Valdebran Padilha.
Em depoimento à PF, Gedimar disse inicialmente que o ex-assessor de Lula participou da entrega do dinheiro. Freud foi afastado do cargo na Presidência tão logo seu nome foi envolvido. Ao Tribunal Superior Eleitoral, contudo, os advogados de Gedimar informaram que ele somente citou o nome de Freud por ter sido coagido.


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