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Aviação
Governo pode ajudar Varig, diz presidente
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou atrás na posição defendida pelo governo nos últimos meses e acenou com algum tipo de ajuda financeira para salvar a Varig da falência. Ele ressalvou, porém, que o governo não vai colocar recursos públicos na companhia aérea: "O que nós podemos fazer é financiar a salvação da Varig desde que ela cumpra com o seu papel", disse. Para isso, o BNDES poderia ser chamado.
Bastou o aceno presidencial para as ações da companhia aérea voltarem a subir nesta sexta-feira na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). As declarações de Lula, porém, são apenas o primeiro passo no longo processo de recuperação da Varig.
Lula defendeu o caminho apontado pelo juiz Luiz Roberto Ayoub, da 8ª Vara Empresarial do Rio, responsável pelo processo de recuperação judicial da empresa. Pela proposta dele, a Varig seria dividida em duas empresas: uma ficaria responsável pelas rotas domésticas, outra controlaria as linhas internacionais.
Seneada das dívidas, a parcela nacional seria leiloada a investidores privados. Já a responsável pelas rotas internacionais arcaria com a dívida de R$ 7 bilhões, mas também com os créditos de R$ 4,5 bilhões que a Varig cobra da União na Justiça, relativos a prejuízos sofridos com planos econômicos nas décadas de 80 e 90. Além disso, a empresa tem créditos de ICMS, estimados em R$ 1,2 bilhão, de 15 Estados.


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