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Em festa, presidente faz elogio a pestistas
A festa do PT para comemorar os 26 anos, na noite desta segunda-feira, foi marcada pelo clima de campanha à reeleição. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tentou seguir à risca sua decisão de não anunciar a candidatura antes de junho, mas não resistiu a práticas como pegar criancinhas no colo e tirar fotos com sorriso aberto ao lado de outros petistas. Quando conseguiu chegar ao palco para discursar, os militantes gritavam: "Um, dois, três, Lula outra vez!" e "Olê, olê, olá, Lula lá, Lula lá!".
Apesar do entusiasmo do partido, Lula procurou seguir o conselho do ministro Jacques Wagner (Relações Institucionais) e adotou um tom sereno para o discurso, sem ataques explícitos à oposição. Ele começou dizendo que o encontro tinha um forte valor simbólico, pois representava a determinação do partido de manter a cabeça erguida. Aproveitou para reafirmar que não cederá às pressões para que assuma sua provável candidatura, repetiu que continuará a governar até o "limite da lei" e, aparentando ironia, disse que "o PT está analisando o quadro político, está investigando o quadro".
A declaração provocou riso nos convidados. "Não tem por que o PT definir se vai ter candidato agora ou não", afirmou. "Algumas pessoas vivem forçando para dizer se vou ou não ser candidato. Eu não posso deixar de governar para entrar na campanha porque os adversários querem que eu entre na campanha."
Aos oposicionistas, o presidente comparou as realizações de sua gestão em 37 meses com os 500 anos "que os outros governaram". "E isso causa inquietações. Em nós, porque muitas vezes temos expectativas que nós mesmos sabemos que não podem ser cumpridas no curto prazo, nos outros porque sabem que, por menos que a gente faça, vamos fazer muito mais do que eles fizeram na história deste país, em outros que, com todo o direito, querem chegar aonde o PT e seus aliados chegaram."
O perdão - Lula ainda falou em tom de perdão àqueles que saíram do PT. "Alguns pararam pelo meio do caminho, porque nem todo mundo consegue fazer a travessia que se propõe a fazer. Tem gente que fraqueja no meio, tem gente que se cansa ou tem gente que não tem coragem de chegar do outro lado da travessia. A esses nenhum rancor, a esses nenhum ressentimento, apenas o agradecimento pelo tempo que estiveram conosco. Na política, não vale a gente ter depressão", disse.
Praticamente todos os ministros petistas compareceram ao jantar, entre eles Antonio Palocci, Jaques Wagner, Dilma Rousseff e Paulo Bernardo. Marta Suplicy e Aloizio Mercadante circulavam entre dirigentes e militantes petistas, em franca campanha pela indicação da candidatura ao governo de São Paulo.
Deputados do PT que ainda aguardam julgamento dos seus processos por quebra de decoro - João Paulo Cunha, Professor Luizinho e José Mentor, todos de São Paulo - também compareceram à festa. O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, um dos fundadores do partido, não compareceu. O ex-presidente do PT José Genoino, o ex-tesoureiro Delúbio Soares e o ex-secretário do partido Silvio Pereira, também não.
No total, foram vendidos 1.070 convites dos 2.000 disponibilizados para a festa de aniversário. A organização do evento custou 80.000. Os preços dos ingressos variavam entre 200 e 5.000.


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