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Oposição
Com a extinção do 'núcleo duro', o alvo agora é Lula
Líderes do PSDB e do PFL já planejam uma estratégia de ataque contra o presidente Lula. O ministro Antonio Palocci era o último remanescente do chamado núcleo duro do governo - grupo que já teve o ex-ministro da Casa Civil e deputado cassado José Dirceu e o ex-ministro Luiz Gushiken, ambos saídos dos cargos durante a crise. Palocci era uma espécie de escudo de qualidade e segurança para Lula. Era querido e respeitado por aliados e oposicionistas. Nas vezes em que foi chamado a depor no Congresso, o então ministro era bem tratado e recebia tapinhas nas costas de deputados e senadores de oposição.
Sem Palocci, Lula está sozinho na linha do alvo. A oposição quer ressuscitar dois temas que caminhavam para o esquecimento: Paulo Okamotto, o amigo de Lula que pagou uma dívida do presidente sem nunca ter demonstrado de onde tirou o dinheiro, e Fábio Lula da Silva, o Lulinha, um dos filhos do presidente que recebeu um investimento de 10 milhões de reais da Telemar na sua empresa durante o governo do pai.
Para o deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (PFL-BA), chegou a hora de a oposição repensar se deve continuar preservando Lula de um possível processo de responsabilização pela crise ética e moral que começou com o escândalo do mensalão. "Se a oposição tiver juízo, agora é a hora de apurar tudo até o fim", disse ao jornal O Globo. O líder PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM) disse: "O ministro da Fazenda foi destronado por um humilde caseiro. O governo Lula exorbitou terrivelmente e chegou ao extremo de, pela via do crime, tentar salvar um ministro."


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