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Economia não muda, diz Mantega; mercado desconfia
O economista petista Guido Mantega disse nesta segunda-feira, já como o novo ministro da Fazenda, que a política econômica brasileira não mudará. "Ela não mudará porque esta política não é do ministro Palocci ou da ministra Dilma Roussef, mas do presidente Lula. O presidente é o fiador desta política econômica", afirmou, em entrevista coletiva. Ele evitou falar sobre os motivos do afastamento de Antonio Palocci da pasta.
Apesar das declarações de Mantega, economistas falaram com cautela sobre o futuro da economia do país. Para alguns, há incerteza porque o novo ministro é conhecido pelas críticas às políticas monetária e fiscal desenvolvidas por Palocci. Já para Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), não devem ocorrer mudanças. "A economia, como já vem acontecendo, não deverá ser abalada. Devemos estar acima de nomes, preocupados em buscar as soluções mais adequadas para os problemas do país."
Mantega, atual presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), recebeu o convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para assumir a pasta logo depois do anúncio do afastamento de Antonio Palocci. Assessor econômico de Lula na campanha de 2002, Mantega teria aceito o convite, com o compromisso de manter a atual política econômica.
Antes de presidir o BNDES, o novo ministro da Fazenda foi titular da pasta do Planejamento, Orçamento e Gestão - a troca para o banco ocorreu em novembro de 2004, quando o antigo presidente da institutição, Carlos Lessa, renunciou ao cargo.
Nascido na Itália, Guido Mantega assessora Lula no campo econômico desde 1993, e participou da coordenação de seu programa de governo em 2002. É integrante da coordenação econômica petista desde 1989. Antes de participar do governo Lula, trabalhou na prefeitura paulistana, com Luíza Erundina. Foi crítico do Real, ao lado do senador Aloizio Mercadante, outro cotado ao cargo.


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