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CPI
Duda tem dados liberados pelos EUA
A Justiça dos Estados Unidos finalmente autorizou o acesso de integrantes da CPI dos Correios a documentos sigilosos relativos a movimentações financeiras feitas no exterior pelo publicitário Duda Mendonça. A informação foi divulgada nesta quinta-feira, em nota oficial assinada pela secretária nacional de Justiça, Cláudia Chagas, e pelo presidente da CPI, senador Delcidio Amaral (PT-MS).
O acordo firmado com a Promotoria Distrital de Nova York prevê que apenas Delcidio, o relator da CPI, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), e outros dois técnicos terão permissão para consultar os documentos. Além disso, a consulta só poderá ser feita dentro do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI) do Ministério da Justiça. As informações coletadas poderão ser divulgadas desde que constem do relatório final da CPI.
Nesta quarta, o presidente da comissão garantiu que os trabalhos não serão encerrados até que o publicitário Duda Mendonça seja ouvido outra vez. De acordo com Delcídio, não será possível concluir as investigações sem a nova fala.
"O depoimento de Duda será o 'gran finale' da CPI", disse o senador petista, ao comentar os prazos para conclusão da comissão - o relatório final será divulgado em menos de um mês. A data da apresentação do documento foi marcada oficialmente na tarde de quarta: será no dia 21 de março. A versão preliminar já tem mais de 1.000 páginas, mas ainda aguarda dados complementares.
Junto de informações que serão enviadas pelo Ministério Público e pela Polícia Federal, o relatório indicará os políticos que teriam sido beneficiados por corrupção no governo e no Congresso. Mas Delcídio descartou a convocação do ministro da Justiça, Marcio Thomaz Bastos, e do lobista Nilton Monteiro, pivô do caso Furnas. O episódio não será apurado pela CPI, diz Delcídio.
Novidades
- A CPI aposta num cruzamento detalhado de quebras de sigilo com dados sobre funcionários do Congresso para mostrar novas informações sobre o esquema do publicitário Marcos Valério. A comissão investiga se ele repassou aos políticos mais do que os 55,8 milhões de reais que ele admitiu ter cedido. "Nós teremos novidades, com certeza", garantiu o presidente da CPI.Em depoimento à comissão, no ano passado, Duda admitiu ter recebido no exterior o equivalente a 10 milhões de reais, por meio de Valério. O dinheiro seria referente a pagamento de serviços prestados ao PT pelas empresas de Duda durante a campanha eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002. Valério nega. A CPI suspeita que o publicitário tenha movimentado outros recursos no exterior.


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