26/02/2006 - 10:02
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Brasil

Duda enviou US$ 730 mil para conta suíça

Silvio Nascimento

O publicitário Duda Mendonça, ex-marqueteiro do PT e da Presidência da República, enviou 730.340 dólares para o Credit Suisse, banco com sede em Zurique, na Suíça, por meio de sua conta aberta mo BankBoston de Miami, a Dusseldorf, a mesma que recebeu os recursos de caixa dois do PT. Segundo reportagem deste domingo na Folha de S.Paulo, o comprovante da operação indica que o dinheiro seguiu para uma conta do banco suíço no BankBoston e de lá para um beneficiário na Suíça não identificado.

 

O registro da operação - com data de 19 de setemebro de 2003 - está entre as 15.000 folhas de papel que constituem a quebra de sigilo bancário da Dusseldorf, as quais poderão ser consultadas pela CPI dos Correios, por conta de autorização da Justiça americana emitida na quarta-feira. Os documentos registram ainda remessas da Dusseldorf para as contas Bankhaus Carl e Prudential Securities Inc., que pertenceriam a bancos homônimos.

 

Nas bases de dados que contêm a quebra de sigilo de bancos americanos suspeitos de lavagem de dinheiro -obtidas pela CPI do Banestado (2003-2004)- constam duas referências à Bankhaus, que recebeu da Dusseldorf 473.870 dólares em 19 de dezembro de 2003. É a última movimentação expressiva da Dusseldorf, que passou a registrar, naquela data, saldo aproximado de 1.000 dólares, quantia consumida posteriormente com pagamento de taxas à agência do BankBoston de Miami.

 

A empresa Prudential Securities Inc., sobre a qual as investigações não têm maiores detalhes, recebeu 100.000 em 16 de dezembro de 2003. A remessa que saiu da Dusseldorf foi creditada numa conta do Chase Manhattan de Nova York.

 

O advogado que defende Duda e seus sócios, Tales Castelo Branco, afirmou que as transações foram feitas para "pagamentos a terceiros" e que cabe ao BankBoston explicar o caminho utilizado para movimentar o dinheiro.

 

Em seu segundo depoimento à PF, em Salvador, dia 2 de fevereiro, Duda reafirmou que a soma de 10,5 milhões de reais recebidos pela Dusseldorf teve como destino "gastos pessoais' e parte 'incorporada ao seu patrimônio".

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