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CPI dos Correios
Doação ao PT era garantia de empréstimo
Em depoimento na CPI dos Correios, o vice-presidente do Banco Rural, José Roberto Salgado, disse que o empréstimo de 3 milhões de reais dado ao PT em maio de 2003 tinha como garantia as doações de filiados feitas ao partido.
Em relação à renovação do empréstimo, Salgado trouxe à CPI uma nota feita de próprio punho pelo ex-vice-presidente do Banco Rural José Augusto Dumont, que morreu em 2004. Na nota, Dumont dizia que as garantias adicionais estavam sendo confirmadas, o que resultou na aprovação da renovação do empréstimo.
O deputado Antonio Carlos Pannunzio (PSDB-SP) questionou Salgado e disse que nenhuma instituição bancária concederia um empréstimo baseado na possibilidade de doações futuras.
O vice-presidente do Banco Rural respondeu, no entanto, que o partido havia acabado de ganhar as eleições para presidente e era, na época, o maior partido do País. Em uma análise de risco de empréstimo, o PT, em sua opinião, tinha todas as condições de honrar seus compromissos.
Pannunzio criticou a avaliação do banco. "O Banco Rural jogou com negociatas que viriam com o novo governo, e não com garantias bancárias", afirmou o deputado, segundo a Agência Câmara


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