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Brasil
CPI vai confirmar o mensalão, diz Delcídio
O presidente da comissão, senador Delcídio Amaral (PT-MS), afirmou neste domingo que a CPI dos Correios provará a existência do mensalão. Segundo ele, os técnicos, auditores, deputados e senadores que analisam os dados concluíram o cruzamento de datas dos repasses dos recursos do "valerioduto" com as votações na Câmara dos Deputados. "Há muita coincidência entre as datas dos saques e votações", afirmou Delcídio. "Fizemos uma filtragem em todas as informações e agora tem muito mais consistência (a tese do mensalão). É triste", disse à Folha de S.Paulo.
No relatório parcial da CPI divulgado em dezembro do ano passado, a tese do "mensalão" foi reforçada, mas novamente a coincidência entre votações no plenário da Câmara com o repasse de recursos provenientes das contas do publicitário Marcos Valério de Souza deixava dúvidas. A 21 dias da apresentação do relatório final da CPI, o relator Osmar Serraglio (PMDB-PR) diz ainda precisar concluir quatro linhas de investigação.
A comissão vai ouvir o depoimento do publicitário, que confessou ter recebido R$ 10,5 milhões em uma conta no exterior como parte do pagamento pela campanha nacional do PT em 2002. O depoimento deve ser no dia 15 de março, depois que a cúpula da CPI analisar os documentos com a quebra do sigilo bancário e fiscal do publicitário.
A segunda linha é a indicação de novos nomes de deputados que teriam recebido recursos de Marcos Valério e de corretoras que operavam investimentos de fundos de pensão. O terceiro ponto é o caso Visanet, fundo do Banco do Brasil que teria alimentado o "valerioduto" com cifra próxima a R$ 20 milhões. Por fim, a CPI precisa fechar dados sobre a apuração de desvios de conduta na escolha das franquias dos Correios.


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