19/04/2006 - 18:54
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Política

CPI pode investigar pessoas ligadas a Lula

Guilherme Amorozo

O senador Almeida Lima (PSDB-SE) apresentou na tarde desta quarta-feira à Mesa do Senado requerimento para a criação de uma CPI para investigar pessoas ligadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ele, as denúncias que surgiram durante as CPIs dos Bingos e dos Correios precisam ser analisadas. O documento tem 34 assinaturas - sete a mais que o exigido para iniciar uma investigação - e pede investigação sobre Paulo Okamotto e o filho de Lula, entre outros, além de averigüação sobre a participação de Lula no episódio da quebra ilegal de sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa.

Segundo a Agência Brasil, o requerimento pretende investigar Paulo Okamotto, atual presidente do Sebrae, acusado de ter pago contas pessoais do presidente Lula com verba pública e que não autorizou a quebra de seu sigilo bancário (ele tinha procuração de Lula para administrar suas contas pessoais antes das eleições de 2002).

Também pede investigação dos contratos da empresa do filho de Lula, Fábio Luiz Lula da Silva, que recebeu dinheiro da empresa Telemar Norte e Leste. E ainda requer investigação sobre a denúncia feita por VEJA de que o irmão de Lula, Genival Inácio da Silva, valeu-se do peso político do presidente para praticar tráfico de influência, intermediando reuniões e negociações de empresários e industriais junto ao governo federal.

Quebra de sigilo - De acordo com o documento apresentado pelo senador Lima, também é preciso escalrecer a participação ou omissão de Lula no episódio de quebra ilegal do sigilo bancário do caseiro pela Caixa Econômica Federal (órgão ligado ao Ministério da Fazenda), e também a origem do dinheiro encontrado em uma maleta e escondido na cueca de José Adalberto Vieira da Silva, assessor do deputado estadual José Nobre Guimarães (PT-CE), irmão do ex-presidente do PT, José Genoíno.

Como o requerimento já foi entregue à Mesa do Senado, o próximo passo será a leitura no plenário pelo presidente da Casa. Nesse dia, os parlamentares na seção poderão decidir se a nova CPI deve ter início, o que precisa do apoio de ao menos 27 senadores.

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